sobre a visão de raio-x
raio-x. aquele momento inglório que muitos ficam constrangidos ao entrar na sala de embarque de qualquer aeroporto. eu nunca tive problemas, confesso. mas já vi pessoas praticamente se despirem, em meio a gritos e urros de protesto. é uma situação parecida com a maldita porta eletrônica de agência bancária.
o máximo, que eu lembre, de explicação, foram cucas e um pote de schmier. jamais considerei despachar como bagagem tão preciosos quitutes gaudérios. certa vez minha mochila portava 3 cucas e 4 potes de schmier:
- é que não tem em são paulo, e eu peço para minha mãe preparar, sabe.
- ah, sei como é, moço. também não aguentaria ficar sem a schmier da minha mãe.
você, estimado leitor, não sabe o que é cuca ou schmier? uma pena...
mas uma coisa é muito importante: os agentes de alfândega (como são chamadas as pessoas que compõem o trio, postado diante da máquina de raio-x) devem ser bem tratados. chegando na esteira, contato visual é importante, seguido de um bom dia, boa tarde ou boa noite. simpatia e um sorriso maroto para a agente que for maior (é sério, vai saber do que ela é capaz), também. fazendo isto é mais do que meio caminho andado para não te encherem o saco. sério, acredito que se fizerem uma pesquisa, a maioria das pessoas que eles param são afobados e impacientes.
esses dias em congonhas a agente alfandegária que senta naquela poltroninha na frente do monitor do raio-x (que mais parece uma juíza de tênis), chama a fulana:
- fulana, me ajuda aqui?
a fulana em questão é aquela agente que fica na entrada da esteira falando, sistematicamente, todos os dias, e para todas as pessoas: "chaves, carteira, celulares, moedas, equipamentos eletrônicos e o que for de metal que está nos bolsos", apontando para a bandeja plástica branca, e continua: "mais alguma coisa?"
- fulana, olha isso - e aponta para o monitor - não parece uma régua? pode ser até um estilete, sabe, mas eu acho que é uma régua.
- é, tem cara de régua... estilete?
- é, tem o formato de um estilete, mas é muito grande para ser um. acho que é uma régua.
- ah, sim, deve ser uma régua.
- é, régua.
a fulana volta ao posto e a outra agente aciona de novo a esteira, "liberando" a bolsa que leva uma régua/estilete.
me senti bem mais seguro na hora de embarcar depois de presenciar esta cena. imaginei o indivíduo medindo o corredor, as poltronas, a bandeja...
então fica a dica, pessoal: leve objetos grandes demais para parecerem o que são. uma pistola gigante, por exemplo: é surreal, deve ser de brinquedo, dessas de água. uma adaga chinesa, aquelas arqueadas: ah, é um bumerangue. uma banana de dinamite: nossa, que o.b. gigante dessa mulher.
19.12.09
18.12.09
viagens com taxistas
sobre a gostosa na cantina italiana
- o que você prefere: ouvir notícias, ou belas canções italianas, dessas que não se ouve em qualquer cantina, canções italianas de primeira?
praticamente sem opção, o que se responde para o camarada motorista de táxi? "ah, por favor, gostaria de cantos gregorianos", "eu prefiro algo do padre marcelo rossi", "que tal o cd do Steven Seagal". é sério, o maior quebrador de pulsos e destroncador de pescoçoso do cinema também já deu uma de justus e se aventurou pela música. deixa pra lá, não é o assunto agora.
- ah, pode ser música italiana.
- ótimo! eu adoro! você vai gostar também.
ah, claro, vou adorar. talvez me jogue pra fora do táxi.
- sabe que essas músicas em italiano me lembram de uma noite muito marcante pra mim. levei uma antiga namorada minha para uma dessas cantinas no bixiga. ela estava muito gostosa. mas assim, gostosíssima, gostosa mesmo, com calcinha e um tubinho preto por cima. só isto: o tubinho e a calcinha. ela era demais, gostosa mesmo, uma delícia. e estava vestida para matar.
- ãhn... - na boa, eu sabia que o taxista ia me contar algo muito fantástico (NOT!), por isso deixei ele falar, desabafar, enfim, sabia que renderia uma boa história.
- e eu adoro bruschetas. pedi várias porções e não parava de comer bruschetas com ela. nunca comi tanto! e ela lá, gostosa. nadir era o nome dela. era de são josé do rio preto. nos conhecemos na rodoviária do tietê, sabe, naquelas escadas que se esperam os ônibus. eu tava lá, esperando um ônibus, e ela no outro lado, também esperando. daí me aproximei, puxei papo, e aconteceu: aquela gostosa esta lá, comendo bruschetas comigo, só de calcinha e tubinho.
- ãhn...
- que mulher! daí ela voltou pra cidade dela e acabamos.
- ...
- ...
- mas e a música? tinha música italiana? vocês dançaram, é isto?
- tinha, claro! tinha, sim, música italiana. mas não dançamos lá, dançamos depois, a sós, em casa. entendeu? mas viu, tenho outras coisas aqui. tem até filme dos trapalhões. tenho dvd para todos os gostos.
- não, tranqüilo. - se um dvd de música italiana já deixou o cara assim, imagina um filme dos trapalhões! não quero nem saber que tipo de lembrança que ele vai ter.
- o que você prefere: ouvir notícias, ou belas canções italianas, dessas que não se ouve em qualquer cantina, canções italianas de primeira?
praticamente sem opção, o que se responde para o camarada motorista de táxi? "ah, por favor, gostaria de cantos gregorianos", "eu prefiro algo do padre marcelo rossi", "que tal o cd do Steven Seagal". é sério, o maior quebrador de pulsos e destroncador de pescoçoso do cinema também já deu uma de justus e se aventurou pela música. deixa pra lá, não é o assunto agora.
- ah, pode ser música italiana.
- ótimo! eu adoro! você vai gostar também.
ah, claro, vou adorar. talvez me jogue pra fora do táxi.
- sabe que essas músicas em italiano me lembram de uma noite muito marcante pra mim. levei uma antiga namorada minha para uma dessas cantinas no bixiga. ela estava muito gostosa. mas assim, gostosíssima, gostosa mesmo, com calcinha e um tubinho preto por cima. só isto: o tubinho e a calcinha. ela era demais, gostosa mesmo, uma delícia. e estava vestida para matar.
- ãhn... - na boa, eu sabia que o taxista ia me contar algo muito fantástico (NOT!), por isso deixei ele falar, desabafar, enfim, sabia que renderia uma boa história.
- e eu adoro bruschetas. pedi várias porções e não parava de comer bruschetas com ela. nunca comi tanto! e ela lá, gostosa. nadir era o nome dela. era de são josé do rio preto. nos conhecemos na rodoviária do tietê, sabe, naquelas escadas que se esperam os ônibus. eu tava lá, esperando um ônibus, e ela no outro lado, também esperando. daí me aproximei, puxei papo, e aconteceu: aquela gostosa esta lá, comendo bruschetas comigo, só de calcinha e tubinho.
- ãhn...
- que mulher! daí ela voltou pra cidade dela e acabamos.
- ...
- ...
- mas e a música? tinha música italiana? vocês dançaram, é isto?
- tinha, claro! tinha, sim, música italiana. mas não dançamos lá, dançamos depois, a sós, em casa. entendeu? mas viu, tenho outras coisas aqui. tem até filme dos trapalhões. tenho dvd para todos os gostos.
- não, tranqüilo. - se um dvd de música italiana já deixou o cara assim, imagina um filme dos trapalhões! não quero nem saber que tipo de lembrança que ele vai ter.
16.12.09
viagens com taxistas
sobre o lugar que ninguém quer ir
- alguém perto do giassi no rio tavarix? - leia-se assim a palavra com grafia "tavares" em manezês, o dialeto de florianópolis.
...
- alguém perto do giassi no rio tavarix? - o operador do rádo-táxi de floripa insiste.
...
- alguém perto do giassi no rio tavarix?
...
- eaí-ô, não tem ninguém perto do rio tavarix?
...
- nelsinho, teu ponto não é no tavarix, nelsinho?
- é sim, central.
- então nelsinho? tax tôlo, anda logo!
...
- nelsinho?
não tinha entendido nada. questionei o taxista que me conduzia para o centro da cidade:
- o que houve, hein? ninguém quer pegar corrida lá pros lados do rio tavares.
- rã, tais lôco! lá no rio tavarix pra fazer corrida pertinho, e depois ter que voltar pro centro. não dá, não. nem o nelsinho, que fica lá, aguenta, ô.
anotação mental #342B: jamais esperar por um táxi no rio tavares, em florianópolis.
sobre a neusa, a gostosa
mas nem tudo está perdido. eis que a central do rádio-táxi emite novo pedido:
- neusa no centro. neusa no centro. quem pode atender a neusa?
- eu!
- EU! EU! EU!
- 298 central! 298 central!
- 137 central! já tô aqui no centro!
- não, não, 178 central, já tô até vendo a neusa, deixa comigo.
o motora olha pra mim e confesa:
- essa neusa é uma baita gostosa. ninguém nega corrida pra ela.
anotaçao mental #347F: pedir táxi em floripa em nome da neusa, pode salvar aqueles momentos de desespero, que nenhum taxista quer topar a corrida.
- alguém perto do giassi no rio tavarix? - leia-se assim a palavra com grafia "tavares" em manezês, o dialeto de florianópolis.
...
- alguém perto do giassi no rio tavarix? - o operador do rádo-táxi de floripa insiste.
...
- alguém perto do giassi no rio tavarix?
...
- eaí-ô, não tem ninguém perto do rio tavarix?
...
- nelsinho, teu ponto não é no tavarix, nelsinho?
- é sim, central.
- então nelsinho? tax tôlo, anda logo!
...
- nelsinho?
não tinha entendido nada. questionei o taxista que me conduzia para o centro da cidade:
- o que houve, hein? ninguém quer pegar corrida lá pros lados do rio tavares.
- rã, tais lôco! lá no rio tavarix pra fazer corrida pertinho, e depois ter que voltar pro centro. não dá, não. nem o nelsinho, que fica lá, aguenta, ô.
anotação mental #342B: jamais esperar por um táxi no rio tavares, em florianópolis.
sobre a neusa, a gostosa
mas nem tudo está perdido. eis que a central do rádio-táxi emite novo pedido:
- neusa no centro. neusa no centro. quem pode atender a neusa?
- eu!
- EU! EU! EU!
- 298 central! 298 central!
- 137 central! já tô aqui no centro!
- não, não, 178 central, já tô até vendo a neusa, deixa comigo.
o motora olha pra mim e confesa:
- essa neusa é uma baita gostosa. ninguém nega corrida pra ela.
anotaçao mental #347F: pedir táxi em floripa em nome da neusa, pode salvar aqueles momentos de desespero, que nenhum taxista quer topar a corrida.
14.12.09
histórias de aeroporto
viajar pela firma exige muita paciência, certa dedicação e tolerância, muita tolerância. em função dos processos burocráticos (acho que é um pleonasmo, dizer que um processo é burocrático, mas tudo bem) uma simples viagem, para acontecer, deve vencer várias etapas na hierarquia interna.
eis que, para facilitar a vida dos colegas de outros departamentos, me coloco a planejar e esmiuçar os detalhes de cada viagem: trechos necessários, horários, logísticas, qual companhia aérea é mais barata, qual o número de vôo, tudo, prontinho, quase um dossiê.
e não é que cagaram? minha sina, minha lenda, minhas histórias estão cada vez mais completas: a agência de viagens da firma fez reservas erradas. como assim, não é mesmo? como é que uma ananá consegue reservar vôos e trechos diferentes daqueles solicitados.
mas não acaba por aí, não... nunca! sempre pode ficar mais divertido: eles não conseguem mudar os trechos porque eu fiz o check-in! WHAT THE FUCK! Eu que reclamei que os trechos estavam errados, a viagem é só amanhã, e mesmo assim, tu achas que eu iria lá no aeroporto para fazer check-in!? check-in fantasma, conhece? pois é, eu não conhecia. me senti o patrick swayze em ghost. acho que a whoopi goldberg vai viajar comigo, só pode.
eu bem que tentei, afinal, porque não começar tudo do zero? deixar os tickets como créditos? vai lá agência, me ajuda! não, uma pessoa não pode ter 2 aéreas emitidas para trechos diferentes em horários conflitantes. como resolver? não sei, só sei que por alguma razão tem alguém que vai viajar amanhã. ou não.
eis que, para facilitar a vida dos colegas de outros departamentos, me coloco a planejar e esmiuçar os detalhes de cada viagem: trechos necessários, horários, logísticas, qual companhia aérea é mais barata, qual o número de vôo, tudo, prontinho, quase um dossiê.
e não é que cagaram? minha sina, minha lenda, minhas histórias estão cada vez mais completas: a agência de viagens da firma fez reservas erradas. como assim, não é mesmo? como é que uma ananá consegue reservar vôos e trechos diferentes daqueles solicitados.
mas não acaba por aí, não... nunca! sempre pode ficar mais divertido: eles não conseguem mudar os trechos porque eu fiz o check-in! WHAT THE FUCK! Eu que reclamei que os trechos estavam errados, a viagem é só amanhã, e mesmo assim, tu achas que eu iria lá no aeroporto para fazer check-in!? check-in fantasma, conhece? pois é, eu não conhecia. me senti o patrick swayze em ghost. acho que a whoopi goldberg vai viajar comigo, só pode.
eu bem que tentei, afinal, porque não começar tudo do zero? deixar os tickets como créditos? vai lá agência, me ajuda! não, uma pessoa não pode ter 2 aéreas emitidas para trechos diferentes em horários conflitantes. como resolver? não sei, só sei que por alguma razão tem alguém que vai viajar amanhã. ou não.
13.12.09
historias de aeroporto
Eu já entro no aeroporto sabendo que alguma coisa vai acontecer. É sempre assim, uma experiência mais bizarra do que a outra. E desta vez não foi diferente.
- Oi! Vôo pra Floripa. – entrego meu documento
- Florianópolis, senhor? – ela pega meu documento e já começa a digitar freneticamente
- Isto. É o vôo das 8:40.
Neste momento, quando o processo de check-in chega aos 45 segundos de duração e a pessoa não para de digitar coisas no terminal, é porque alguma coisa aconteceu.
- Senhor?
- Sim.
- O seu vôo não existe.
- ...
- Estranho.
- Como assim? Meu vôo não existe?
- É, eu não achei ele em nosso sistema, e aparentemente não existe nenhum vôo para Floripa antes das 12:50.
- Mas então eu tenho um ticket emitido para um vôo que não existe? Como é a que a minha agência conseguiu comprar, então?
- Deixa eu ver... – mostrei para ela meu celular com o localizador – nossa, muito estranho. Reserva confirmada, mas o vôo não existe.
- Que horas é o vôo pra Floripa que tu tens?
- Somente 12:50.
Pronto, aí está! Esta, definitivamente, é uma situação inédita no meu currículo de caixeiro-viajante. O que você faz? Chora, esperneia, grita, aceita o vôo marcado para 3 horas depois? Não...
- Lamento, eu tenho reunião às 10 horas em Floripa. Preciso embarcar agora. Eu quero um vôo disponível.
- Só um momento.
Nesta hora ela vai falar com o supervisor de check-in, ou no jargão das companhias aéreas: “líder da operação de check-in”. Pois é, algo do tipo: “quero falar com seu líder”. Ela não vai ligar para o Lula-lá, e sim vai chamar o supervisor. O líder vem e te explica o óbvio, como se tu fosse um retardado mental:
- Senhor, o seu vôo não existe. Por alguma razão o sistema confirmou seu ticket, mas para um vôo que não existe no próprio sistema.
- Tu tá querendo me dizer que, se eu entrar agora no site de vocês, este vôo não vai existir?
- Exato.
- Bem, dá uma olhada aqui então – mostro meu celular – sabes o que é isto, né? É um celular com acesso a internet. Aqui, mostra que esse vôo não só existe, mas como há disponibilidade de assentos.
- Senhor, infelizmente não temos este vôo. O sistema está errado. Vamos ter que colocá-lo no próximo vôo.
- Próximo vôo? Eu preciso estar 10 horas em Florianópolis. Eu quero um vôo agora.
- Tudo bem, aguarde um minuto, por favor.
Na real o que rolou foi o seguinte: vôo com baixa ocupação. Em uma rápida análise, o custo de manter no solo e redirecionar as pessoas para outros vôos, e até outras companhias, é menor que manter o vôo conforme está lá, no sistema. Já me aconteceu isto antes, mas só agora me liguei. Daí eles inventam ótimas desculpas, culpam até a Infraero (isto é outra história que ainda vou contar), e no fim, quem se fode é o passageiro.
A conclusão? Embarquei 15 minutos depois em outra companhia aérea. Cheguei em Floripa em tempo para a reunião. Quanto ao resto da galera que estava marcada para aquele vôo? Não sei, possivelmente ficaram esperando o próximo que lotasse.
- Oi! Vôo pra Floripa. – entrego meu documento
- Florianópolis, senhor? – ela pega meu documento e já começa a digitar freneticamente
- Isto. É o vôo das 8:40.
Neste momento, quando o processo de check-in chega aos 45 segundos de duração e a pessoa não para de digitar coisas no terminal, é porque alguma coisa aconteceu.
- Senhor?
- Sim.
- O seu vôo não existe.
- ...
- Estranho.
- Como assim? Meu vôo não existe?
- É, eu não achei ele em nosso sistema, e aparentemente não existe nenhum vôo para Floripa antes das 12:50.
- Mas então eu tenho um ticket emitido para um vôo que não existe? Como é a que a minha agência conseguiu comprar, então?
- Deixa eu ver... – mostrei para ela meu celular com o localizador – nossa, muito estranho. Reserva confirmada, mas o vôo não existe.
- Que horas é o vôo pra Floripa que tu tens?
- Somente 12:50.
Pronto, aí está! Esta, definitivamente, é uma situação inédita no meu currículo de caixeiro-viajante. O que você faz? Chora, esperneia, grita, aceita o vôo marcado para 3 horas depois? Não...
- Lamento, eu tenho reunião às 10 horas em Floripa. Preciso embarcar agora. Eu quero um vôo disponível.
- Só um momento.
Nesta hora ela vai falar com o supervisor de check-in, ou no jargão das companhias aéreas: “líder da operação de check-in”. Pois é, algo do tipo: “quero falar com seu líder”. Ela não vai ligar para o Lula-lá, e sim vai chamar o supervisor. O líder vem e te explica o óbvio, como se tu fosse um retardado mental:
- Senhor, o seu vôo não existe. Por alguma razão o sistema confirmou seu ticket, mas para um vôo que não existe no próprio sistema.
- Tu tá querendo me dizer que, se eu entrar agora no site de vocês, este vôo não vai existir?
- Exato.
- Bem, dá uma olhada aqui então – mostro meu celular – sabes o que é isto, né? É um celular com acesso a internet. Aqui, mostra que esse vôo não só existe, mas como há disponibilidade de assentos.
- Senhor, infelizmente não temos este vôo. O sistema está errado. Vamos ter que colocá-lo no próximo vôo.
- Próximo vôo? Eu preciso estar 10 horas em Florianópolis. Eu quero um vôo agora.
- Tudo bem, aguarde um minuto, por favor.
Na real o que rolou foi o seguinte: vôo com baixa ocupação. Em uma rápida análise, o custo de manter no solo e redirecionar as pessoas para outros vôos, e até outras companhias, é menor que manter o vôo conforme está lá, no sistema. Já me aconteceu isto antes, mas só agora me liguei. Daí eles inventam ótimas desculpas, culpam até a Infraero (isto é outra história que ainda vou contar), e no fim, quem se fode é o passageiro.
A conclusão? Embarquei 15 minutos depois em outra companhia aérea. Cheguei em Floripa em tempo para a reunião. Quanto ao resto da galera que estava marcada para aquele vôo? Não sei, possivelmente ficaram esperando o próximo que lotasse.
12.12.09
viagens com taxistas
sobre a mulher burra
Um táxi parado. Me pareceu livre. No lado um cara tenta, desesperado, fazer uma ligação no orelhão. Grito:
- Oi! Tá livre?
Ele olha pra trás, sem largar do telefone, balança a cabeça, bate o telefone contra o orelhão e entra no carro.
- Opa, tudo bem? Eu vou na Augusta.
- Como tem gente burra no mundo, né? Como é difícil...
- O que houve? – meu momento de interação e conquista da confiança do taxista.
- Mulher! Mulher é muito burra! A minha então, nem se fala. Burra pra caralho!
- O que ela fez? – agora sim, o taxista já ficou brother.
- Ela tem uns 25 ou 30 reais de créditos no celular para ligar. Só que essa burra nunca usa, e fica me dando toques a cobrar no celular para ligar de volta. Porra! Eu gasto meus créditos trabalhando. Vou ficar pagando ligação pra quê!? Daí essa animal não usa os dela e fica me enchendo o saco pra ligar.
- Nossa, mas ela não sabe que tem esses créditos? Vira aqui a esquerda.
- Eu já expliquei um milhão de vezes. Daí o que acontece: ela fica desesperada para falar comigo. Eu não vou ficar gastando pra ligar. Daí paro num orelhão, como aquele, e ligo a cobrar pra casa. É mais barato que ligar pelo celular, né? Continuo aqui?
- Isso vai até o final, vira a esquerda e já cai na Augusta. Mas que mão, hein, daí tu só consegue falar com ela pelo orelhão?
- Não! O pior é que a animal da minha mulher desliga, achando que a ligação a cobrar é trote! Porra, como é que ela não se toca que pode ser eu?
- Então tu nem conseguiu falar com ela? Isso, aqui a esquerda.
- Não! E daí sabe o que vai acontecer? Eu vou chegar em casa, ela vai tá puta comigo, e vai se achar na razão ainda. É foda! Mulher burra é uma merda.
- Bah, olha só, se tu quiseres eu ligo e digo que tu estavas tentando ligar pra ela, até para ela não ficar puta contigo.
- Não, cara, valeu, deixa assim. Ela não vai acreditar. Entro a direita aqui, né?
- Isso, ali. Que merda, hein?
- Nem me fala. Mas vou ter que dar um jeito. Comprar um pós-pago, sei lá. Não vou agüentar essa encheção de saco por muito tempo.
- É isso aí cara, o negócio é resolver mesmo. Dependendo troca de mulher.
- Hahahahahahaha! É pode ser uma boa. Uma mulher um pouquinho mais inteligente já ia resolver.
- Me deixa ali na sinaleira.
- Aqui?
- Isso. Poutz, não tenho trocado.
- Dá 10 reais e tá tudo certo. Boa noite, irmão.
- Valeu véio, boa sorte lá com a mulher.
- Valeu cara. Desculpa o desabafo.
- Tranqüilo.
- Mas vai ser divertido. Vai, sim.
Um táxi parado. Me pareceu livre. No lado um cara tenta, desesperado, fazer uma ligação no orelhão. Grito:
- Oi! Tá livre?
Ele olha pra trás, sem largar do telefone, balança a cabeça, bate o telefone contra o orelhão e entra no carro.
- Opa, tudo bem? Eu vou na Augusta.
- Como tem gente burra no mundo, né? Como é difícil...
- O que houve? – meu momento de interação e conquista da confiança do taxista.
- Mulher! Mulher é muito burra! A minha então, nem se fala. Burra pra caralho!
- O que ela fez? – agora sim, o taxista já ficou brother.
- Ela tem uns 25 ou 30 reais de créditos no celular para ligar. Só que essa burra nunca usa, e fica me dando toques a cobrar no celular para ligar de volta. Porra! Eu gasto meus créditos trabalhando. Vou ficar pagando ligação pra quê!? Daí essa animal não usa os dela e fica me enchendo o saco pra ligar.
- Nossa, mas ela não sabe que tem esses créditos? Vira aqui a esquerda.
- Eu já expliquei um milhão de vezes. Daí o que acontece: ela fica desesperada para falar comigo. Eu não vou ficar gastando pra ligar. Daí paro num orelhão, como aquele, e ligo a cobrar pra casa. É mais barato que ligar pelo celular, né? Continuo aqui?
- Isso vai até o final, vira a esquerda e já cai na Augusta. Mas que mão, hein, daí tu só consegue falar com ela pelo orelhão?
- Não! O pior é que a animal da minha mulher desliga, achando que a ligação a cobrar é trote! Porra, como é que ela não se toca que pode ser eu?
- Então tu nem conseguiu falar com ela? Isso, aqui a esquerda.
- Não! E daí sabe o que vai acontecer? Eu vou chegar em casa, ela vai tá puta comigo, e vai se achar na razão ainda. É foda! Mulher burra é uma merda.
- Bah, olha só, se tu quiseres eu ligo e digo que tu estavas tentando ligar pra ela, até para ela não ficar puta contigo.
- Não, cara, valeu, deixa assim. Ela não vai acreditar. Entro a direita aqui, né?
- Isso, ali. Que merda, hein?
- Nem me fala. Mas vou ter que dar um jeito. Comprar um pós-pago, sei lá. Não vou agüentar essa encheção de saco por muito tempo.
- É isso aí cara, o negócio é resolver mesmo. Dependendo troca de mulher.
- Hahahahahahaha! É pode ser uma boa. Uma mulher um pouquinho mais inteligente já ia resolver.
- Me deixa ali na sinaleira.
- Aqui?
- Isso. Poutz, não tenho trocado.
- Dá 10 reais e tá tudo certo. Boa noite, irmão.
- Valeu véio, boa sorte lá com a mulher.
- Valeu cara. Desculpa o desabafo.
- Tranqüilo.
- Mas vai ser divertido. Vai, sim.
18.11.09
cokie the clown 2
NOFX | cokie the clown
este vídeo é demais. o fat mike é simplesmente insano. mas acho que ainda prefiro a minha fantasia de palhaço. mas isto é outra história.
sim, o nofx lançou cokie the clown e my oprhan year! já comprei! passa lá e garante o teu.
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punk rock,
rock
17.11.09
antes tarde do que um mes

antes de fechar 1 mês sem postar queria parar um minutinho e já deixar claro que o ano ainda não terminou: muita coisa vai acontecer. muita coisa legal. aliás, eu que achei que este seria o pior ano da minha, teve reviravoltas impressionantes. mas vamos lá, o ano ainda tem um bom tempo e muita coisa para fazer; ou muita coisa para fazer e pouco tempo. sei lá, sei que vou levar um tempinho ainda até parar. férias, leia-se. mas enquanto isto, eu tiro uns minutinhos, umas horinhas, e aproveito. aproveito e olho pro céu também, e fecho os olhos, e lembro que tudo o que acontece tem uma razão.
24.10.09
run with the wolves

you run with the wolves, shout it out loud!
show foda. e essa música do prodigy é espiritualmente libertadora.
23.10.09
them crooked vultures 2
vai sair! acho que o lançamento mais aguardado dos últimos tempos, da última semana: them crooked vultures. já tinha falado desse power-mega-bomb trio, que reune Dave Grohl, Joshua Homme e John Paul Jones. o cd/lp sai dia 20 de novembro. e até agora nada de música na internet, um e outro vídeo teaser na internet. Somente shows (alguns secretos), e vídeos de público, que mostram o quanto essa banda vai ser foda!
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