6.1.11

maldito atendimento

dá pra dizer o que vem no temaki?

- nesse temaki vem cream cheese?
- olha, se você pedir, é claro que vem.
- ...
- vai querer com cream cheese?
- ahã.




sete horas da manhã no avião...

- bebida senhor? pepsi, pepsi light, guaraná, guaraná zero, suco de laranja, suco de manga light, água.
- café?
- pepsi, pepsi light, guaraná, guaraná zero, suco de laranja, suco de manga light, água.
- não tem café, é isso?
- não, somente pepsi, pepsi light, guaraná, guaraná zero, suco de laranja, suco de manga light, água.
- ah, tá.

3.12.10

motora de busão, este rei



Sabe quando tu vais subir no ônibus e o motora fecha a porta na tua cara, e arranca? Buenas, aconteceu isto hoje cedo. Pensei fortemente em destruir a porta do ônibus, mas respirei fundo e deixei a porra do busão ir embora.

Aqui em São Paulo (pelo menos não lembro disto ter me acontecido em outra cidade de Pindorama) os motoras são como reis, presidentes (palavras do Marcelão) e o cobrador o vice-presidente. O ônibus funciona quase como um território independente. No caso de São Paulo, milhares destas ilhas sobre rodas que circulam insanamente pelas vias entupidas da cidade. E é assim, eles mandam e desmandam nestes pedaços de territórios, e de vez em quando respeitam as leis de trânsito.

Mas voltando ao meu caso desta manhã, o referido ônibus parou. Logo adiante, 2 metros a frente. Pensei que o motora tinha se arrependido. Mandei se foder, já tinha visto que logo atrás vinha outro ônibus. Ele desceu. Pensei que ele vinha tirar satisfação, já estava pronto pro entrevero. Mas não, o pneu tinha furado! Hahahahahahaha.

É, meu rei, não foi desta vez.

18.11.10

beasteaks aus berlin

Antes de chegar na Alemanha e finalmente conhecer um pouquinho da terra de meus antepassados, tive a oportunidade de ver Beatsteaks ao vivo, em Amsterdam. Foda! Pra quem não conhece a banda, eles são da Alemanha e, pela primeira vez, não consegui comprar um disco de uma banda pela internet. Se eu mandasse vir da Alemanha pro Brasil o CD ia custar algo em torno de R$ 400. Bem... não, né? Então esperei parcimoniosamente até a viagem para conseguir comprar in loco por módicos R$ 100 o LP triplo, o CD duplo e o DVD. Sim, afinal eu curto a banda bagarai.



Melkweg

O show foi no clássico club de Amsterdam, o Melkweg. Uma espécie de Garagem Hermética de Porto Alegre, ou Hangar de São Paulo. É um clássico, muita porradaria já rolou ali. Super bem localizado, na Leidsplein, perto de toda a muvuca do centro, dos bares, dos coffee shops, dos restaurantes. O mais foda é que há um bicicletário na entrada (afinal estamos em Amsterdam), e também dá para ir de barco! Sim, há um canal que leva até o pier na frente do lugar. Sensacional. Enfim, é parada obrigatória para quem quer conhecer mais da cidade. Se houver um show muito foda, sugiro comprar o ingresso com antecedência pela internet. Foi o que fiz 3 meses antes, pois 1 mês antes já estava sold out.

Shows, nesta parte da Europa, principalmente em venues como esta, costumam comecar cedo e, claro, acabar cedo. E como o sol nesta época do ano (maio) demora a se pôr, parece que é uma matinê. Mas por um lado é super bom isto, dá para curtir o show numa boa, sair e ir para um bar ou festa, e ainda ser antes da meia-noite. Muito fora do padrão brasileiro, que os shows acabam pra lá da 1 da manhã.



Como estava sozinho, decidi me enturmar, e todos ficavam fascinados por ser brasileiro, conhecer a banda e vir no show sozinho. Ah, "as internets". O show foi muito foda, lotado, mas na medida. Fiz crowdsurfing numa boa, a roda de mosh estava tranqüila, e gritei como uma vaca. Vê no final do vídeo aí eu gritando "afudê" como se não houvesse amanhã:



Saí encharcado. Sorte que o hostel é muito perto. Peguei minha bike e rumei para um banho antes de voltar a cair na noite de Amsterdam.



15.11.10

a cidade que me faz esquecer

Amsterdã, a cidade que me faz esquecer. Daria um belo filme gonzo, tosco, B, ou algo assim. Mas esta cidade com gente de todo o mundo e um mundo de gente diferente me faz esquecer de várias coisas. Me faz curtir os pequenos momentos, as pequenas descobertas. São coisas que busco nas minhas viagens, uma conexão difernte com o lugar que estou. E, assim como da minha primeira vez (2 anos atrás) não foi diferente. E grande parte disto eu devo a bicicleta que aluguei.



Movimento

Cheguei em Amsterdam completamente quebrado, depois do Pinkpop. Mas é engraçado como a cidade tem um ar diferente. Saindo da Centraal (Estação Central de Amsterdam), sinto o sol na cara, o ar úmido que vem dos canais e já me sinto melhor.

O jeito mais fácil de se movimentar na cidade é com um desses cartões que dão direito à muitas horas de transporte público. Ilimitado. Além disto, existe o Tourist Card, com diferentes períodos de duração (24h, 48h, 72h, etc). Dá direito a entrar de graça em todos os grandes museus da cidade, mais uma infinidade de atrações, além de um passeio gratuito pelos canais, e otras cositas más. Ah, e claro, passe livre no transporte público da cidade.

Meu pé ainda doía e não estava afim da parte "cultural" (visitar os museus, que são gigantes, cansam). Decidi que precisava de uma bike. Comprei um passe de 1 dia do transporte público e, depois de largar as minhas coisas no hostel, achar uma bike pra alugar.

Os trams são um meio de transporte bem bacana na cidade. São os trenzinhos terrestres, circulam somente de dia. Têm muitas linhas, em horários determinados, com ar condicionado e dificilmente estão lotados. Vale muito a pena para curtir o dia e conhecer a cidade de maneira rápida.



Fiquei no mesmo Hostel da última vez que vim pra cá: Stayokay Amsterdam Vondelpark. Sim, é fantástico, fica dentro do Vondelpark, um dos maiores parques da cidade. Super limpo, muito bem localizado, com ótima estrutura. E o parque é maravilhoso. A foto aí de cima não é rave, nem festa. É de um dia ensolarado "normal", por volta das 3 da tarde (pois é!), no Vondelpark. Turmas reunidas, comendo, bebendo, curtindo, tomando sol (até gurias de biquini). Fantástico.

Bicicletas

Devidamente instalado no hostel, encontrei no quarto 1 casal canadense e 1 americano. Este tipo de situação normalmente é meio padrão: cada um fala de onde é, de onde veio, pra onde vai, quando chegou, quando vai embora, o que pretende fazer, e aí, vamos fazer algo? Com o americano nem precisei falar nada: "Come on, dude, let's rent a bike. I'm just fuckin' tired of walking around". Ok, vamos nessa!



Amsterdam deve ser a capital mundial das bicicletas, ou pelo menos da cultura da bicicleta. Aqui elas têm prioridade no trânsito. Só perdem para os trams, que com sirenes barulhentas alertam que estão passando. Carros, pedestres, ônibus, todos devem respeitar as bicicletas. A pior coisa para um local é o turista: ele fica lá, com cara de babaca, parado justamente na ciclovia. Xinga daqui, empurra dali, e a ciclovia fica livre, e aquele bando de turistas com bermuda cáqui constragidos de terem avacalhado com o trânsito.



Para alugar uma bike aqui é bem fácil. Vários lugares oferecem o serviço, principalmente hostel e hotéis. O problema é que as bikes te entregam na hora. Só faltam vir com uma bandeira escrito: I'm a tourist, watch out! É foda. Tem bike laranja, vermelha, verde-limão, com publicidade, com carrinho, com luzes, com fitas... decidimos buscar uma loja mais discreta, que alugasse bikes velhas, podres, mais com cara de local mesmo. Achamos a Mike's Bike Tours, bem perto do nosso hostel. Escolhemos as bikes e daí foi só alegria. Já tinha uma noção de onde ir em Amsterdam, mas com bike a liberdade é outra, dá pra ir e voltar em qualquer lugar numa boa com total segurança. Respeitando os outros ciclistas e, claro, xingando muito os turistas babacas. É divertido, acreditem.



A rotina era basicamente a mesma: bike, mercadinho, parque, Heineken, bike, algum lugar afudê, bike, mercadinho, parque, Heineken, e por aí vai. Vida ruim.



Além do Vondelpark, outro parque bem bacana é o Oosterpaark. Tem também a Musemplein, uma praça gigante cercada pelos principais museus da cidade. A dica é comprar uns sanduíches e umas cervejas no mercado que fica numa das esquinas da praça e fazer uma pausa nos passeios ali mesmo.



A Museumplein é ponto de encontro de locais para bater uma bola, pausa para o trabalho, curtir o sol. Dali é possível ver o letreiro/escultura mais conhecido da cidade, o iamsterdam. Durante o dia é um inferno, um puleiro para turistas; de noite não tem ninguém e o visual é fantástico.


O parceiro de andanças em Am'dam: Mo.

26.8.10

den haag - o retorno

Nesta terceira parte do mochilão que fiz na Europa este ano, revisitei Den Haag, ou The Hague, ou Haia. A primeira vez que fui, no outro mochilão que fiz, não tive das melhores experiências: quase fui preso, descobri que a culinária local é uma mentira, galera nada simpática.

Mas porque diabos eu voltaria para uma cidade dessas? Pois é, aí que começa minha jornada. No vôo de ida para a Europa conheci uma holandesa muito simpática, que ficou 3 meses perambulando no Brasil, se apaixonou pelo nosso País e por nossa cultura, aprendeu até um pouco de português e prometeu que voltará mais vezes para Pindorama. Até brincos com a bandeira do Brasil ela utilizava. Conversa vai, conversa vem, ela me contou que era de Haia. Sutilmente comentei de minha experiência nada agradável na cidade. Ela fez questão que eu fosse lá, visitar ela, e passear de bicicleta pela cidade.

Den Haag / The Hague / Haia


Oi Haia, lembra de mim?

Decidi arriscar: logo após minhas aventuras pela Bélgica e depois no Pinkpop, me fui passar o dia em Haia. Deixei minhas coisas em Amsterdam e fui rever minha amiga.


Flores e a fonte do lago Hofvijver.

Ela foi muito parceira: me esperou na Estação Central de Haia (que na verdade se chama Holland Spoor. pois é...) com uma bicicleta. Dali partimos para o centro da cidade. A primeira parada foi no Mauritshuis, onde fica a fonte do Binnenhof, cheia de detalhes de ouro. Como se fosse uma grande praça cercada por prédios históricos, no estilo Grote Markt. Dali seguimos pela ponte Buitenhoff, que passa pelo lago Hofvijver (esse aí da foto de cima). Mas a parte histórico-cultural do roteiro acabou aí. Minha amiga queria me mostrar um recanto desconhecido da cidade. E que não está nos guias turísticos.


Minha amiga Adrienne.

Tomamos o rumo do Parque Wassenaar. Gigantesco! Sei lá quantas vezes maior que o Ibirapuera. O lugar é fantástico, cheio de ciclovias (como toda a cidade), com paisagem que mistura mata, dunas, algo parecido com caatinga e por aí vai. Dentro do Parque existem alguns bairros residenciais. É legal para perceber a arquitetura típica da região e ter contato com os locais.


A casa da Rainha Beatrix, no Parque Wassenaar.

O Parque de Wassenaar, na verdade, fica nesta cidade-distrito de mesmo nome. A casa da Rainha Beatrix fica dentro do Parque. A foto aí de cima foi o mais perto que dá para chegar. Dali tomamos o rumo para um dos poucos restaurantes que funcionam na área.


Parada para comer as deliciosas panquecas holandesas.

O restaurante é bem bacana e peculiar. Muitos velhinhos e gente que mora nas proximidades do Parque vão ali (a cidade-distrito de Wassenaar tem cerca de 26 mil habitantes). Várias mesas espalhadas no lado de fora, e uma coleção de anões de jardim enfeitam o lugar. Foi uma bela pausa para descansar, recuperar as energias e lagartear um pouco no sol.


Uma árvore seca virou uma mega-casulo de borboletas.

Continuando o passeio de bike, fomos em direção a praia. Sim, praia! Uma das ciclovias vai rente as dunas, e é o caminho mais utilizado por quem vai curtir um gelado banho de mar (nesta parte não existe estrada para carros). No caminho deparamos com um cenário bem diferente: árvores secas que viraram enormes casulos coletivos de borboletas. Impressionante! Depois do momento Discovery Channel, seguimos até um estacionamento de bikes, pegamos uma trilha de uns 200 metros e finalmente chegamos lá!

mar do norte
Panorâmica do litoral em Haia.

Pedalamos de volta ao centro da cidade. A paisagem é fantástica, a cidade, deste ponto de vista, também. Não poderia ter tido companhia melhor, e conhecer um lugar com quem vive lá, é algo completamente diferente. Confesso que apaguei as não tão boas memórias da primeira vez que visitei Haia.

Vai lá!

Restaurante Boerderij Meyendel - Fica no meio do Parque Wassenaar. É fantástico, o lugar é lindo, tem ótimo comida e cerveja gelada. E preços bem camaradas.

20.8.10

amusement cyber park 4

Deolinda - Um contra o outro

Minha banda de fado preferida. Bem que eles poderiam voltar logo pro Brasil. Senão tudo bem, vai, eu vou até Portugal. Não ia achar ruim!



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Wander Wildner - As coisas mudam

Sim, ele voltou! Depois de uma jornada em busca de novas inspirações, o cara mais bonito dos pampas está de volta com novo disco em breve.



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Lissie - Pursuit of Happiness

Fantástica. E ela ainda pede licença para tomar um shot de tequila antes de tocar. Essa música do Kid Cudi é foda também.



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The Bamboos - You ain't no good

Funk-jazz-groovie-soul! Não lembro se cheguei neles através da Megan Washington ou foi o contrário. Mas tudo bem, esses caras são demais.
Por muito pouco perdi um show deles na Alemanha esse ano. Acho difícil eles pintarem no Brasil, senão, só na Australia mesmo.



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13.8.10

amusement cyber park 3

Iron Maiden - The Final Frontier (Directors Cut)

Não sou fã do Iron Maiden, mas é impressionante que a banda continue inventando coisas novas, há tanto tempo na estrada. The Final Frontier é o primeiro single do disco novo. Este clipe ficou muito foda, e se a turnê nova deles seguir este padrão visual e de produção, é certo que eu vou me juntar aos headbangers pra ver esse show.



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Los Pirata - Amor Y Libertad

Los Pirata vão lançar novo disco! É o Les Show, e dá para curtir uma pequena prévia no ReverbNation da banda. O lançamento é dia 25 de agosto na Hot Hot.




MySpace / ReverbNation




Washington - Sunday Best

Megan Washington. Ah, Megan Washington. Há mais de ano na minha playlist. Curte aí...



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M.I.A - XXXO

Estreou neste semana o novo clipe da M.I.A, da último disco /\/\/\Y/\. O clipe é tosco, mistura gráficos baratos com linguagem de vídeo de karaokê. Mas a música é boa, e vai render ainda bons remixes.



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6.8.10

amusement cyber park 2

Kid Cudi, Rostam (Vampire Weekend), and Bethany (Best Coast) - All Summer

Faixa lançada pelo projeto da Converse. Reune Kid Cud, Rostam do Vampire Weekend e a maravilhosa Bethany do Best Coast.



Kid Cudi - MySpace / Site
Vampire Weekend - MySpace / Site
Best Coast - MySpace / Site




Andre 3000 - All Together Now (Beatles Cover)

Faixa lançada para uma campanha da Nike em homenagem ao Kobe Briant pelo Andre 3000, um dos caras do Outkast. Ficou fantástica. Aí está a versão completa da música, uma cover do Beatles, aliás.

Andre 3000 - All Together Now by Hypetrak

Outkast - MySpace / Site




Ida Maria - Oh My God

Porrada. Porrada norueguesa, ainda. Sensacional. Atitude de Kate Nash e Lily Allen, com levada punk. Essa mesma música também teve uma recente participação do Iggy Pop.



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M.I.A vs Congorock - Steppin' on Babylon

Curto M.I.A apesar de toda a controvérsia que rola em relação a ela (e principalmente ao novo álbum dela). E esta versão remixada com o Congorock ficou foda pra caralho. Pra rolar fácil na festinha.



M.I.A - MySpace / Site
Congorock - MySpace / Site




Monique Maion - I killed a man

Jovem cantora de São Paulo. Voz marcante, levada de jazz, atitude de rock. Além disto o clipe é muito bom.



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27.7.10

amusement cyber park 1

Ouço tanta coisa diferente, bizarra e legal, que as vezes esqueço de compartilhar. As vezes lanço no twitter, ou no facebook, mas agora decidir oficializar um post semanal com as loucuradas que ando escutando. Não espero que gostem de tudo, mas se curtirem algo, já vai ser legal. Fiquem a vontade, este é o primeiro fucking amusement cyber park.




Seen Green - Devil in the details

Courtenay Green aka See Green foi um achado. Atrasado, possivelmente, mas enfim, um achado. As músicas são divertidas, parecem indie, mas permeiam o pop. O vídeo mostra a líder e cabeça pensante passando por agruras em meio a desenhos animados.



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Kaki King - Pull Me Out Alive

Essa mulher toca demais! E a versão gostosa do Yamandu Costa com Stanley Jordan. É praticamente uma one woman band. O clipe feito em stop motion é muito bom. Vale a pena.



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Ramona Falls - Russia

Curti muito o clipe e a música (letra e melodia). Algumas canções da banda não me empolgaram muito, mas mesmo assim me chamou muito a atenção. O clipe é fantástico, curte aí também!



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Husky Rescue - They Are Coming

A banda finlandesa é mais conhecida pelo hit "Nightless Night" e pela linda vocalista. Este é o novo single da último disco deles. As música já embalaram muita viagem que fiz. E o clipe é ótimo.



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T.O.P - Turn It Up

Buenas, meio bizarro, mas é um rapper sul-coreano. Pois é... aparentemente está fazendo um mega-sucesso. Esse tal de T.O.P é de uma boy-rapper-band chamada Big Bang, e lançou este single, experimentando uma possível carreira solo. E, aparentemente, deu certo. Está vendendo horrores.




MySpace / Site

21.7.10

maastricht, landgraaf e o pinkpop

A segunda parte do meu mochilão pela Europa foi a Holanda. Segunda vez nos Países Baixos, meus objetivos eram basicamente o Pinkpop Festival e o Heineken Experience. O resto foi conseqüência.

Maastricht e Landgraaf
Minha primeira parada no país foi o extremo sul da Holanda. Encravado entre Bélgica (onde estava) e Alemanha, esta região tem uma mistura dos 3 países: hábitos, línguas, gastronomia. Um reflexo dos anos de guerra e das constantes mudanças de territórios desde épocas remotas da história.

Meu destino era o Pinkpop Festival, que acontece em uma fazendo gigante na pequenina cidade de Landgraaf. Como haviam poucos lugares para ficar no entorno do festival e eu não estava preparado para acampar, decidi ficar em Maastricht, cidade próxima 25km. O tempo não estava ajudando muito. Quando cheguei na cidade garoava, o vento soprava gelado e meu pé doía de maneira sobrenatural. Sem opções de táxi (era domingo), tive que me arrastar a pé por cerca de 1km até o hostel. Aliás, muito bom. Minha primeira iniciativa foi alugar uma bike, no próprio hostel. Me larguei pela cidade, mesmo com o tempo ruim (pelo menos não iria sofrer com meu pé).



Maastricht é uma cidade muito bacana, com uma história pulsante, e que vale a pena conhecer. Minha principal parada foi num restaurante que fica na Praça Vrijthof: o In Den Ouden Vogelstruys. Com o tempo meio fechado, eles tinham cobertas e aquecedores. Claro, o frio não era tão grande, mas dava um charme. O lugar, aliás, é bem pequeno. Mas são várias mesas no lado de fora, de frente pra praça. Degustei uma bela sopa de aspargos (prato típico da região) e, claro, uma cerveja.



Nos intervalos de chuva eu continuei o passeio pela cidade. Em determinado momento a chuva deu uma apertada, na hora que eu cruzava o rio Maas (que corta a cidade), e parei no Café Zondag. Adorável, belíssimo. Comi uma ótima torta de maçã e, claro, uma boa cerveja.

Tempo tá meio ruim, mas a cidade é linda. Quando a chuva ap... on Twitpic

Como meu pé não tinha melhorado apesar das bandagens, decidi me aventurar: fui de bike até a estação de trem e deixei ela lá, para quando retornasse do Pinkpop, voltasse tranquilamente de bike para o hostel. De trem, segui para Landgraaf, cidadezinha próxima onde acontece o festival. E lá, um ônibus especial levava direto até a entrada. Tudo muito organizado e tranqüilo.



Cheguei em tempo de curtir o show da Kate Nash, mas fiquei muito longe do palco. Depois ainda curti o show do Mika [que foi fantástico], P!nk [que me impressionou muito pela qualidade do espetáculo], Pixies [com pouca presença no palco gigante, mas com show bem bom], e por último Prodigy [que fechou o Pinkpop com uma multidão enlouquecida dançando].



Fui devidamente paramentado com a bandeira brasileira e, depois de umas 10 fotos com estranhos [muitas pessoas querendo tirar foto comigo só porque eu era brasileiro], roubaram a bandeira sem eu perceber. Fazer o quê.



Os festivais nestas bandas da Europa costumam acabar bem cedo [em relação aos horários brasileiros], por volta de 11h da noite. Minha maior tensão era saber se a bike alugada estaria ainda na frente da estação de trem em Maastricht a minha espera. E, para minha surpresa, eu não tinha sido o único a ter a idéia. Confesso que levei 1 ou 2 minutos até achar ela. Mas, no fim, deu tudo certo.



O dia amanhece e me rumo para Amsterdam. Infelizmente acabou por aqui minha rápida passagem, mas quero muito voltar um dia.




Vai lá:



Stayokay Maastricht: hostel fantástico. Bem perto da estação central, e fácil de chegar (se não estiver com o pé machucado ou chovendo), na beira do rio Maas. O restaurante/bar é muito bom, com ótimas opções de cerveja a preços irrisórios (como as aí de cima). E ainda tem um Wii para jogar!