20.6.09

BsAs - Parte 1

Reminiscências de uma viagem passada.


Havia tempos que queria conhecer a "capital federal" celeste. Pois bem, fui para Buenos Aires, com minha irmã. Depois de certa insistência por uma viagem entre "hermanos", agitei toda a logística com ela. Estava amuado, e passar um feriadinho longe de tudo ia ser bom.

As dicas
Fui coletando dicas e informações de tudo quanto é lado:
Ariel Palacios, Ricardo Freire, Destemperados, Guilherme, Canastra, Michele, Marcelo, Dani, Carol.
De alguns guias também:
Guía Oleo (restaurantes, cafés e bares), Welcome San Telmo, Vuenos Airez, Oh! Buenos Aires.

O câmbio
O principal para quem vai é se ligar no câmbio. Trocar Reais por Pesos é fácil. No aeroporto a dica é trocar no quiosque do Banco Ciudad, já no saguão do aeroporto. Parece um pouco confuso a saída do desembarque pois existem vários quiosques de táxi, locadoras, empresas de turismo. Passa tudo isto, até dar de cara na parede de vidro, aí é só virar a direita. Não é preciso grandes quantias, o suficiente para pegar um táxi até a cidade (o transfer), mais alguns trocados para pegar o Subte (o metrô) e eventualmente pagar o hostel (depende de como foi a tua negociação).
Já na cidade, a dica é procurar o cruzamento da Calle Sarmiento com San Martin (no microcentro, dá para chegar pelo subte Florida). Existem vários bancos e casas de câmbio. A mais em conta que achei é o Banco Piano. Todos eles estampam a cotação do momento em painéis eletrônicos, fica fácil comparar. Dá para ter uma idéia da cotação aqui.

Hospedagem
Hostel Inn Buenos Aires - Lugar pequeno, parece com os hostels antigões da Europa. O café-da-manhã é extremamente simples. A galera é bem cordial e dá dicas legais. O lugar é bem limpo, tem 3 banheiros coletivos por andar (sempre tem algum livre). Fica no coração do San Telmo, perto do Subte San Juan, facilitou bastante a nossa "logística". Ah, e é baratinho.

Comes e Bebes
Bar Plaza Dorrego - Como o nome já diz fica na Plaza Dorrego, onde rola a feirona de San Telmo. O lugar é velho, um pouco sujo, cheio de tralhas, paredes e móveis riscados, mas muito legal. Foi nossa primeira parada. A pedida é a Quilmes Stout acompanhada de uma generosa porção cortesia de amendoins [com casca]. E não precisa se preocupar, pode jogar as cascas na mesa ou no chão mesmo.
La Caballeriza - Parilla de respeito no Puerto Madero. O lugar é lindo [tanto o Porto como o restaurante], com ótimas opções no menu, como a Papa Frita Provençal e a Insalata Mista. Claro, tem as carnes. Os vinhos tem preços bem camaradas, vale a pena. Conta pra dois: ARP $148.
Minga - Ótima opção em Palermo para comer parilla. Tem uma varanda com aquecedores, e mesmo com o frio trincante da rua, lá era quentinho. Dentro o restaurante é todo moderno, com um projeto arquitetônico bem interessante. A pedida foi matambrito, macio como filé. O atendimento é muito bom [coisa rara em BsAs]. Conta pra dois: ARP $98.
La Payana - Decidimos nos aventurar por um restaurante de "cocina porteña" em Palermo. Um prato e uma entrada daria perfeitamente para 2 pessoas. Estávamos com muita fome depois de um dia inteiro de pernadas, então pedimos uma salada de entrada e dois pratos. Foi aí que nasceu nossa nova piada interna: horse, ou two eggs, ou seja lá o que fosse para lembrar da quantidade de comida naquele jantar. Destaque para a Stella Artois de litro! Conta pra dois: ARP $101.
Buller Brewing Company - Microcervejaria na Recoleta que não dispõe de cervejas para viagem. Toda a produção dela é para consumo no restaurante, que parece um bistrô ou pub, mas que a noite vira balada com 2 andares. São 6 tipos de cerveja: a tradicional Lager, a Weiss (não gostei muito), a India Pale Ale, a Oktoberfest (mais amarga, muito boa), a Honey (que, claro, leva mel, muito boa), e a tradicional Stout. Eles têm um menu degustação com copinhos, e também servem pint de todas elas. Conta pra dois: ARP $86.
La Biela - Café na Recoleta, bem na esquina da rua que dá acesso a praça. Dentro do café os preços são 20% mais baratos. Sim, se tu quiseres tomar um café e comer uma media luna (vulgo croissant sem recheio) no lado de fora, é bem mais caro. Os garçons são demorados, mas o lugar é bonito, compensa o atendimento sofrível. Conta pra dois ARP $20.
Café Tortoni - Um lugar clássico de Buenos Aires, na Avenida de Mayo, o café mais antigo em atividade. E mais movimentado por turistas sem noção que tiram foto de tudo e filmam até a mãe tirando pedaço de chocolate entre os dentes. Mas enfim, não se sinta incomodado e aproveite. O lugar é incrível, com uma cuidadosa decoração. Abriga shows de tango a noite e de dia funciona como o café de sempre, mas que também serve refeições. A pedida são os churros (que por aqui não tem recheio) com porção de doce de leite. Dê uma gorjeta (propina) para o garçon, ele vai ficar tão feliz que vai sair todo atrapalhado de tanto agradecer. Conta pra dois: ARP $108.
Freddo - Tanto o café como a gelateria são ótimas. Eu nunca fui fã de drinks de café, mas o que eles têm com doce de leite, vale muito a pena. É imperdível. Eles tem sorvetes bem estranhos (milho, por exemplo, um clássico do veraneio gaúcho), mas tem o de doce de leite com chocolate e o melhor: melão. ARP $28.

Achados
La Esquina de las Flores - Empanadas orgânicas com massa integral. Sensacionais! Achei dando banda em Palermo enquanto a Milena fuçava nas lojas. Cada uma sai por ARP $3.
Patio Cervecero - Na Plaza Dorrego em San Telmo. Nada de mais neste boteco, passaria despercebido. Se não fosse por eles terem a cerveja Duff. Sim, a cerveja dos Simpsons! Sensacional. Sai caro, mas é legal, né: ARP $14.

Habituais
Havanna - É mato em Buenos Aires, tem em tudo quanto é lugar. Porém, algumas tem o atendimento péssimo. Portanto, nem espere: levante, atravesse a rua e entre na próxima. Café com alfajor todos os dias, virou hábito. ARP $8.

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