minha "incursão" pelo fado começou com um grupo de Lisboa chamado Deolinda. Não, o nome da cantora não é este, aliás é Ana Bacalhau. Este clipe em especial é muito bacana.
E eis que estréia no Brasil o documentário de Carlos Saura, Fados. Conta com a participação de ilustres músicos lusófonos, inclusive brasileiros, como Caê, Chico e a Chiliquenta (vulgo Toni).
Me surpreendi tanto com a música de Deolinda (que já escuto há algumas semanas) como com o próprio documentário (que descobri ao acaso, passando na frente do cinema). É fácil perceber muitas semelhanças do Fado com a Música Tradicional Gaúcha, por exemplo. É um paralelo próximo que pude fazer. Não, não estou falando das raízes, definitivamente, mas sim da poética envolvida nas músicas de um e outro estilo. Todas bonitas, aliás, e com um sofrimento lacônico que beira o surreal, e que tem, as vezes, um tom jocoso e de ironia (como no caso de Deolinda).
Outra característica que, acho, aproxima o Fado da MTG é a "quebra" de fronteiras. Mesmo reclusa dentro do Rio Grande do Sul, a MTG experimenta variações nas diferentes regiões do Estado e influencia músicos de outros gêneros. Pelo documentário de Saura, a movimentação colonizadora de Portugal levou o Fado às colônias, e nelas o estilo foi misturado e até reinventado localmente.
Vou garimpar uns LPs de Fado. Caso alguém tenha dicas, me avisa. Já vi que vai ser uma operação complicada. Vai ser um fado, definitivamente.




2 comentários:
Adoro os Deolinda. São muito grandes aqui em Portugal! beijinhos pelo teu bom gosto
Olá Angela! Os Deolinda são muito bons, mesmo. Imagino o quanto deve ser legal um show deles aí em Portugal. Se souberes de alguma loja virtual lusitana que venda discos de fado, me avisa! Beijo e obrigado.
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